Tuesday, February 9, 2010

Mais Paris, Disney e Amsterdam


Ainda tinhamos 2 dias em Paris, antes da volta da minha família para São Paulo, e aproveitamos para ver o resto de Paris, o que incluia atrações principais, como a Torre Eiffel e o Louvre. Lembrei da primeira vez que desci em Trocadero e vi a Torre de perto. É uma sensação incrível ver algo tão famoso como a torre na sua frente, ainda mais a noite iluminada. Meus pais aproveitaram para comprar uns souvenirs dos vendedores africanos que rodeiam a torre. Uma curiosidade, a palavra souvenir é françesa e quer dizer lembrança, ou lembrar, dependendo do modo que a palavra é usada. 


O Louvre é gigante, e a Monalisa é tão pequena que ela perde importância perto da grandiosidade do museu. Mas ela continua sendo a obra mais visitada. Aliás haviam placas no museu que te direcionavam à Monalisa. O museu também tem um acervo interassante sobre múmias, e uma grande coleção de esculturas gregas e romanas. Depois do livro e do filme do Código Da Vinci, as visitas ao museu aumentaram em 3 milhões de pessoas. Além do Louvre fomo na Lafayette, que infelizmente já não tinha mais as vitrines de Natal e na Ópera de Paris. Na última noite comemos escargots... Até que não foi tão ruim assim. Eles temperam bastante os bichinhos, então o gosto que prevalece é o das ervas. Os caramujos ficam 5 dias em jejum, tomando apenas água ou vinho branco antes de serem comercializados.


Logo meus pais e minha vó voltaram para o Brasil e eu e minha irmã ficamos mais alguns dias em Paris antes de irmos para Amsterdam e depois para Bratislava. Antes de mais nada aproveitamos as ofertas pós natal de Paris, que aliás durou até o dia 6 de Fevereiro. Encontramos promoções incríveis, de até 70% de desconto, inclusive em lojas famosas como Gap, Zara, e Benetton. Mais o melhor era uma loja chamada Célio, que para a infelicidade da minha irmã só tinha roupas para homen. Voltei com o guardaroupa reformado! haha Nunca fiz tantas compras na vida. Fiquei até com medo de virar um shopaholic!









Além das compras aproveitamos para ir nos luagres que eu ainda não conhecia de Paris, como o Parque Monceau, que aliás foi creado por Napoleão, e o Pantheon. O Pantheon é um espaço dedicado aos grandes homens franceses, entre eles Voltaire, Rousseau, e Braille (sim o cara que criou o sistema de pontinhos para cegos). Também fomos para a região de La Defense, o centro financeiro de Paris, que era muito maior do que eu esperava. Lá estão as sedes de grandes multis. É lá que economistas e administradores devem ir, caso queiram procurar empregos em Paris! A foto ao lado é do famoso Grande Arche, que está completamente alinhado com o Arc de Triomphe. Esse prédio não é apenas decorativo, funciona como um complexo de escritórios. A noite fomos na casa da Fe encontrar com o pessoal antes de viajarmos. Tentamos fazer tapioca, o que não deu muito certo... talvez o problema foi tentar secar a massa com o secador, depois de já ter enxugado-a com uma toalha! haha Acabamos comendo crepes instead!


No último dia antes de Amsterdam fomos para a Disney de Paris. Compramos o ingresso com uma semana de antecedencia pela internet, o que economisa 22 Euros por pessoa. Estava um dia absurdamente frio, a ponto de não termos vontade de sair de casa, mas com os ingressos já pagos, lá fomos nos. Chegamos no Parque uma hora mais cedo, pois errei o horário de abertura, então ficamos na loja da Disney esperando e até dormi um pouco no strabuck's de lá (dentro era bem mais quente). Assim que começamos a ir nas atrações o frio acabou! Tivemos sorte, pois o parque estava vazio. Fomos em todas as atrações legais várias vezes, incluindo 3 vezes em Space Mountain, Indiana Jones e no Bi thunder Mountain. Mas também fomos nas naves voadoras e na aventura do Buzz Lightyear. No divertimos bastante! Além dos brinquedos, vimos 2 shows dos personagens e o desfile final antes de fechar o parque.

Finalmente chegamos em casa, aonde estavamos ficando como convidados, pois eu havia combinado de pagar aluguel até Dezembro. Mas como haviam 2 quartos livres, continuei na casa, sem o proprietário saber claro. A Flavia e o Aria toparam! Por sorte ele não foi nos visitar em nenhum dos dias em que estavamos lá. Além dos dias corridos também tive que terminar um trabalho escrito pra aula de psychologia do trabalho.

Amsterdam

Nosso ônibus para Amsterdam saio quinta-feira de manhã, e dez horas depois chegamos na Amstel Station, no sul da cidade. Tinhamos um couchsurfer para quinta e outro para domingo; a menina que deveria nos hospedar nos outros dias mudou de ideia de última hora, e então tivemos que ficar em albergues. Chegamos 19:30, e deveriamos ir direto para a casa do couchsurfer, que já tinha preparado jantar para nos todos. Ele já tinha falado pela internet que normalmente o pessoal leva 1 hora pra encontrar a casa dele, depois de desceram na estação de trem próxima da qual ele mora. O ônibus que deveriamo pegar passava a cada 30 minutos, e depois de esperar 25 minutos, perdemos o primeiro, pois estavamos esperando no lugar errado. Depois de 30 miuntos pegamos o mesmo ônibus no local correto. Mais 30 minutos até a casa dele, e finalmente chegamos próximo da casa dele. O problema era encontrá-la. Levamos 45 minutos, menos do que a média. O problema estava nas direções que ele passavam. Ele mora atrás de um shopping center, mais nas direções escreve que mora do outor lado do shopping, o que é não é a mesma coisa. Ainda bem que tinhamos o telefone dele para ligar! haha


Descobri que ele já tinha dado uma palestra na sede da google no Silicon Valley, pois na faculdade ele desenvolveu um aplicativo inovador pro google Earth. Achei super legal! Quando eu expliquei que a couchsurfer acabou cancelando os outros dias, ele disse que poderiamos ficar na casa dele sábado tbm. Tcha Tching! Na mesma noite ele iria receber outros dois surfers, da França. No dia seguinte ele emprestou a bicicleta dele, e depois levou a gente pra alugar uma segunda,por 3 euros, o dia inteiro. O preço normal de um aluguel é de 12 euros / dia, e nos estavamos com duas por três, pq ele tinha uma carterinha especial. Andar de bicicleta é a coisa típica para se fazer na Hollanda. Imagine a quantidade de motos em São Paulo, deve ter um número parecido de bicicletas em Amsterdam. O segundo crime mais comum na cidade é o roubou de bicicletas. O host nos explicou que há pistas de bicicleta para todo o país a partir de Amsterdam. 

Saimos andando pela cidade, em direção do centro turístico para pegar informações do que fazer. Essa altura do campeonato não tinha mais pique para planejar nossas atividades diárias. Descobrimos que da pra pegar um ferry até as ilhas do norte da cidadede graça. Não que tenha muito pra fazer lá, já que está longe do centro, mas já qu estavamos de bicicleta decidimos explorar. Acabamos achando um parque legal, e um rio congelado. Sim, estava muito frio em Amsterdam também! Quando voltamos da ilha fomos atrás de um hostel para dormimos aquela noite, e acabamos ficando em um dos HI de Amsterdam, uma rede mundial de albergue que já conhecia do Brasil e do Canadá. Decidimos ficar por lá mesmo. Fomos andar mais um pouco de bicicleta pela cidade, e vimos o primeiro e único windmill da nossa viagem (foto ao lado). Tinhamos marcado com o couchsurfer de nos encontrar 19h na casa dele, e antes disso fomos devolver a bicicleta alugada por ele. Que alívio chegar de volta sem ter quebrado nenhuma das duas bicicletas, e sem ter se perdido. Imagina andar o dia inteiro de bicicleta por uma cidade em que você nunca esteve. 

Pegams nossas coisas e fomos pra o albergue dormir.

O Esquema de transporte público em Amsterdam é um pouco atrasado, e caro... Ao invés de um cartão magnético como o bilhete único de São Paulo e outras cidades grandes, lá ainda funciona um sistema de canhoto de papel, que recebe furos de acordo com as zonas da cidade pelas quais você passa. No final conseguimos passar os 4 dias com um único canhoto de 14 furos, e algumas "migueladas".

No dia seguinte aproveitamos o farto café da manhã em sistema de buffet do albergue, e até levamos alguns sachês de chocolate em pó para o birgadeiro que iriamos fazer com o couchsurfer a noite. Largamos as coisas em um cofre gigante do albergue, e fomos para o centro da cidade fazer o tour grátis, aquele mesmo que fiz em Dublin. O tour sempre começa com 8 mil anos de história em 8 minutos, uma frase cliché dessa empresa. A empres aopera tours de graça, baseados apenas em tips (caixinhas) por várias cidades da Europa. Os guias geralmente são jovens, e eles pagam à empresa para poder dar esse tour de graça, pois no final é eles que ficam com as caixinhas. Andamos por cerca de 3 horas, com uma pausa de 25 minutos. Depois do seguinte dia na cidade ficou claro que, assim como Veneza, mas de uma maneira bastante diferente, a cidade tem dezenas de canais que cortam as ruas, e desabam no mar. O principal é o Amstel river, que deu noma à cidade.



A guia, uma estudante americana morando em Amsterdam, nos explicou um pouco de tudo, a arquitetura da cidade, o gosto pela bicicleta, a história, certas peculiaridades, a zona vermelha, e até os coffee shops. Vimosa china town, a casa de Anne Frank, o ponto mais alto da cidade (1,8m acima do nível do mar), e até a casa mais estreita da cidade (1,5m de largura - foto logo acima). Na realidade, o uso, a plantção e a comercialização da maconha em Amsterdam é proibida por lei. Porém, o governo simplesmente decidiu não enforçar esta lei. Finge que não sabe que há coffe shops aonde se vende e consome "livremente" a droga. Se você quiser tomar café, deve procurar um café, e não um coffee shop. Se estiver escrito em inglês é por que o local vende mais do que apenas café.  A red light district, zona de prostituição também é bastante peculiar. As mulheres ficam de lingerie em vitrines, que na realidade são janelas grandes de casas residenciais. Segundo a guia, elas alugam este espaço por turno de 8 horas, e durante 24 horas por dia há alguem lá.

A noite voltamos para o hostel, e em seguida para a casa do couchsurfer. Encontramos os franceses que também riam ficar lá aquela noite. No final tinha 4 pessoas dormindo na sala do couchsurfer, 2 no sofá e 2 em colcões infláveis. Antes de dormir fomos no mercado para comprar algo para janta. O Thyce, nosso couchsurfer decidiu cozinhar um prato típico a base de batata, um folha que parece repolho e linguiça. Ficou muito bom! De sobremesa fizemos brigadeiro para eles experimentarem! Claro que gostaram né! Quem não gosta de brigadeiro...


Antes de dormir, fiz reserva no hostel aonde iriamos encontrar as duas americanas, Tina e Emelia. Domingo acordamos meio tarde, e depois de tomar café com o pessoal fomos para o hostel. Como o check-in era só as duas, ficamos por lá fazendo hora, na internet. Também fomos no supermercado e compramos almoço, que esquentaram na cozinha do hostel pra gente.
Depois do almoço fomos para o vondelpark, o mais famoso da cidade, e depos para Museumplein aonde ficam os museus famosos da cidade, como o de Van Gogh, e a famoso placa IAMSTERDAM. Perdemos um tempão tirando fotos com essa placa, pra depois fazer a colagem ao lado. Haja paciência...haha 


Anoite encontramos as meninas americanas no hostel, e fomos no Mcdonald's saciar a vontade da Dani de comer um Mcflurry. Decidimos que no dia seguinte iriamos alugar uma bicicleta e pedalar em direção ao sul do país, para algumas cidades aonde poderiamos ver windmills! O nosso couchsurfer que recomendo, ele disse que era fácil, bastava seguir o rio na direção sul. Na prática não foi tão fácil assim... e essa foi a minha aventura que menos teve sucesso. No final, pedalamos por menos por 2 goras, seguindo um rio errado, e não chegamos a lugar nenhum. Fora que o dia estava MUITO frio e nublado.  Minha irma conseguiu, de alguma maneira, prender suas rodas em um trilho de trem que estavamos atravessando e cair! Nos perdemos completamente, e só sabimos que não estavamos mais em Amsterdam. A volta foi fácil, pois bastava seguir o rio no sentido contrário. Quando voltamos à Amsterdam fomos tomar chocolate quente para esquentar, e comer os lanches que havimos feitos para almoço. A noite fomos para um restaurante no qual, por 12 Euros, você podia comer ribs (costela de boi) a vontade com molho barbecue. Wow! Estava bom demais e claro que comi muito! haha Legal é comparar a foto depois, com apenas os ossinhos na mesa! 

Deveriamos ir para a casa de um outro couchsurfera noite, mas nao estavamos afim de arrastar todas nossas coisas pela cidade, no frio, mais uma vez, e estavamos nos divertindo com as meninas. Resolvemos passar mais uma noite no hostel! No dia seguinte foi café da manhã, com muito peanut butter, e depois fomos para a estação de ônibus para voltarmos à Paris!

8 horas depois, quase meia noite, chegamos na Estação Galieni em Paris. O mesmo local aonde eu tinha chegado, há exatamente 4 meses, pela primeira vez na cidade das luzes!It's good to be home, mesmo que por apenas uma noite! No dia seguinte tinhamos um vôo para Bratislava...
To be continued

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