E de repente chegaram! Depois de passar quase 12 horas no aeroporto, devido à neve e às consequentes cancelações e atrasos nos vôos, meus pais, minha vó e a minha irmã finalmente chegaram no Aeroporto CDG de Paris! A primeira a passar pelos portões foi minha vó, e depois descobri que meus pais estavam resolvendo o problema das malas. Haviam 3 malas perdidas, que só fomos receber depois do natal, mas isso vou contar daqui a pouco. Chegamos em casa quase meia-noite, e comemos tudo que eu tinha comprado para um café tarde. Macarrons, pain au chocolat, Croissant Amande, e mais algumas coisinhas típicas de Paris. E claro uma baguete e queijo!





Depois disso, ela não quis mais descer a montanha, e foi tomar sopa no camper. Eu decidi tentar mais uma vez. Fui na loja e troquei de skiis. Me deram um bem menor. Na segunda tentativa eu parecia outra pressoa skiando. Nao sei se foi os novos skiis ou eu que de uma hora pra outra aprendi. Cai uma única vez. Desci mais 3 vezes, e até arrisquei uma psita um pouco mais avançada. O pior é que nem tinhamos roupa pra skiar, pois elas estavam nas malas perdidas pela Air France.

No fim do dia partimos para Marseille, a segunda maior cidade da França, parte da Côte d'Azur, ou Riviera Francesa. Chegamos a noite, e encontramos um grande estacionamento público para estacionar, bem em frente a praia. Isso era dia 25, e resolvemos sair para tirar umas fotos de Natal. No dia seguinte fomo conhecer a cidade, a regidão do porto velho, e a catedral de Marseille (Notre Dame de Marseille). Depois do almoço fomos ver os calanques, formações rochosas na costa. Tudo muito bonito. Esse cara do Marrocos acabou saindo na foto também.

A noite partimos para Monaco, 2.5 horas, e 40 euros, de Marseille. Basicamente, Monaco é um lugar aonde tem muita gente rica. No porto, centenas de yachts gigantes, alguns que probavelmente custavam dezenas de milhões de dólares. A cidade também tem alguns Cassinos, com ferraris, porches e BMW estacionasdos na porta. Fomos ver o mercado de natal, que era pequeno, e em seguida fomos para o Cassino! Enquanto minha mãe jogava eu aproveitava das bebidas grátis. No terceiro copo a garçonette disse que só poderia servir que estava jogando...

Não gosto de generalizar, mais fiquei com a impressão de que o povo de monaco se acha um pouco. Estacionamos o trailer no porto, próximo a outro. Na volta, chegou um carro de polícia, e sairam bem agitados, falando que lá não era a França ou a Itália, e que em Monaco não pode ter Trailer. Deixamos a cidade, e enocntramos um posto com área para camper na estrada. No dia seguinte partimos cedo para Pisa, na Itália! Chegamos por lá depois do almoço, e fizemos uma parada rápida para ver a Torre, e depois comemos pizza num restaurante típico italiano. É claro que a pizza do Brasil é mil vezes melhor que a Italiana! Sem dúvidas! A tarde pegamos a estrada mais uma vez, agora em direção à Roma. Paramos em um posto no meio da estrada. A infra strutura da Itália para campers é muito boa, e encontramos muitos, mesmo sendo inverno.
Passamos 3 dias em Roma, o que foi o sufficiente para ver as principais atrações turísticas, e conhecer a maioria dos supermercados da cidade! haha Por sorte encontramos dois lugares bem localizados para estacionar o trailer, a partir da onde pudemos pegar o metro, ou andar até os pontos que visitamos. Roma é bem diferente de Paris, menos desenvolvida e mais pobre. O metro de Roma é quase igual ao de São Paulo em termos de linhas e estações. O sistema de Paris é um dos maiores do mundo, com 385 paradas. São paulo, com o dobro da população possui 55 estações de metro. Outro detalhe que logo notei foi a quantidade de smart, aquele carro bem pequeno.Ele é o maior sucesso em Roma diria que de cada 5 carros que vimos, um deles era um smart. O engraçado é que eles podem estacionar tanto paralelo como perpendicular à calçada, pois o carro é quase um quadrado. 
Quanto a à vida do trailer, um terço da viagem já se passou, e até que nos adaptamos bem. Alguns probleminhas, como não soubemos ligar o aquecedor, nem a geladeira. Mas sem o aquecedor, a geladeira acabou se tornando desnecessária. Estavamos em pleno inverno europeu, e isso foi dificíl. Sempre estavamos bem agasalhados. Cozinhamos bastante no trailer, geralmente macarrão, sopa e lanches. E claro muitas bolachas, biscoitos, balas etc... Acabamos conhecendo bastante supermercados! O compartimento de água do trailer tinha uma capacidade máxima de 150 litros, então a cada dois dias precisavamos enchê-lo, e claro, despeja a água suja. Isso nem sempre foi fácil, mas não foi um ponto negativo da viagem. haha Claro que se estivesse calor teriamos aproveitado mais. Além da água suja também tinha o depósito de privada que tinha que ser esvaziado rotineiramente. Sobre isso não tenho comentários... haha
Para quem associa uma viagem pela Europa com luxo, glamour e , este não foi o nosso caso. A nossa viagem foi uma aventura, divertida e diferente; foi rough style!

O fato de Roma ser menos glamurosa que Paris não faz a cidade perder sua beleza. As cidades são apenas diferentes. O que mais chamou minha atençao foi a grandeza dos monumentos. Como se a estratégia fosse impressionar as pessoas pelo tamanho. A Piazza Veneza é enorme, o Colosseu, e o Férum romano também foram construídos de maneira grandiosa.



Lá pelas 7 da noite partimos para Veneza. Dormimos novamente em um site de camper na estrada, aproveitando a infra-estrutura de água. Dia 31 partimos cedinho para o centro da cidade de Mestre, a 5 minutos de trem de Veneza, aonde passariamos a virada de ano. Veneza é uma cidade costeira do Mar Adriático, ela é composta 118 ilhotas, cortadas por 177 canais. Carros não podem circular na cidade, e o meio de transporte público é o Vaporetto, um barco. Claro que como tudo em Veneza, carrísimo. Um único bilhete simples custa 6 euros, e o passe pro dia sai 18 euros. (1 Euros = + ou - 2.7 reais). Imagino que deve ter algum outro eschema para as pessoas que moram lá. Esse deve ser o bilhete para turistas. Pra fugir do abuso, resolvemos andar pelas ruas. O que foi uma ótima idéia, pq realmente conhecemos a cidade. Nada melhor do que se perder no meio dos canais e das ilhotas!
Quando saimos de Mestre já era 13:00, e estavamos preocupados com a Aque Alte, o que quer dizer enchente em Italiano. Sim, a cidade sofre e muito com enchentes, principalmente nesse período do ano. Na ida encontramos dois alemãos que estavam procurando botas, pois tinha quando chegaram na cidade tiveram que voltar, a àgua estava muito cheia. Quando chegamos não tivemos problemas, a água já tinha baixada. As enchentes geralmente duram apenas algumas horas. Mas no centro de informações turísticas avisaram que anoite, la pelas 11, a água voltaria. Ela recomendou que comrpassemos botas. Claro que os comerciantes locais aproveitam da situação. Encontramos botas de plástico, que no Brasil não custaria mais de 10 reais por 40 Euros! Viva a lei da oferta e da demanda!
Não querendo gastar 200 euros em botas de plático resolvemos arriscar. Passamos o dia explorando os canais, e lá pelas10 fomos para a Piazza San Marco, aonde aconteceria o show da virada. Dança, música, fogos, e muita água... hahaha Metade das pessoas tinham botas, a outra metade se virou. Por sorte uma parte da praça era mais alta, aonde os sem botas puderam se abrigar. 10 9 8 7 6 5 4 3... 2... 1... (Na foto Ponte Rialto a maior e mais antiga de Veneza, construida em 1181 pela primeira vez).
Happy New Year! De repente estamos em 2010!

A volta para Mestre de noite foi um pouco caótica. Primeiro por que as ruas estavam cheias de água. A prefeitura instalou umas plataformas de madeira acima da água, mais isso apenas amenizou a situção. O segundo, e mais complicado problema, é que todos estavam perdidos. De dia vc pergunt para os comerciantes o caminho, mas de madrugada estava tudo fechado. Não sei como conseguimos nos perder. Conhecemos duas meninas americanas em intercâmbio na Espanhã, por sorte elas tinha um mapa. Depois descobri que estariamos em Amsterdam na mesma semana e trocamos e-mail para nos encontrarmos denovo. Finalmente chegamos an estação de trem, e voltamos para nossa casa móvel em Mestre!

No dia seguinte partimos para a Suiça, na direção de Lugano, mas no caminho passamos por Verona, acidade de Romeu e julieta (sim eles existiram de verdade). Como era dia 1°, feriado, tudo estava fechado, então não conseguimos vistar muito. Depois de uma horinha na cidade voltamos para a estrada, com destino à Lugano, aonde chegamos mais tarde. Lugano faz parte da Suiça Italiana, e é uma cidade no sul do país, com lagos e montanhas. Logo se percebe que você está em um país realmente desenvolvido! Aparentemente a Suiça não tem "pobreza", como na França e na Itália, que já são países bem desenvolvidos se comparados ao Brasil.





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