Monday, January 18, 2010

Christmas & New Years


E de repente chegaram! Depois de passar quase 12 horas no aeroporto, devido à neve e às consequentes cancelações e atrasos nos vôos, meus pais, minha vó e a minha irmã finalmente chegaram no Aeroporto CDG de Paris! A primeira a passar pelos portões foi minha vó, e depois descobri que meus pais estavam resolvendo o problema das malas. Haviam 3 malas perdidas, que só fomos receber depois do natal, mas isso vou contar daqui a pouco. Chegamos em casa quase meia-noite, e comemos tudo que eu tinha comprado para um café tarde. Macarrons, pain au chocolat, Croissant Amande, e mais algumas coisinhas típicas de Paris. E claro uma baguete e queijo!

Como eles chegaram mais tarde, já perdemos meio dia de visita, então tivemos que fazer um intensivão de Paris nos próximos dias. Começamos pelo Les Invalides, e em seguida fomos para o Jardin de Luxembourg. No caminho encontramos algumas lojas, e paramos um bom tempo para fazer compras. Voltando pra história das malas, a Air France perdeu 3 delas, e por isso deu 100 euros pra cada um dos 4 gastarem em roupa e outras coisas de emergência. Então por que não aproveitar? Achamos umas excelentes ofertas! 



Depois das compras encontramos a Charlotte, que queria conhecer minha família, e fomos para o Jardin de Luxxembourg, que estava fechado por causa da neve, e em seguida fomos para o Pantheon. Paramos para a pausa de almoço, claro que fizemos uns lanchinhos em casa antes de sair, mais isso já era uma 5 da tarde. Depois fomos para Montmarte, e pegamos o funiculaire até a Sacré Coeur, mas antes disso passamos pelp Moulin Rouge pra bater uma foto. E por fim, fomos para a Champs-Elyssée, da Place de La Concorde até L'arc de Thriumphe. Que caminhada. Passamos pelo marché de noel, e todas as grandes lojas! Não preciso dizer que chegamos em casa mortos, quase meia-noite. Não sei como todos aguentaram, principalmente minha vó.







PARIS


No dia seguinte fomo para a Île de La cité, passar pelo rio Senna, a Notre Dame, Fontaine St. Michel, e a Ópera de Paris. Tivemos apenas meio dia em Paris, pq a tarde fomos pegar o trailer. Chegamos até lá de ônibus e atrasado, pois pra variar teve o acidente no RER C, justo o que deveriamos pegar. Todos estavam cansados e decidimos sair no dia seguinte de manhã, ao invés de sair na mesma noite. Foi um sacrifício estacionar o trailer na ilha em que moro, aonde só tem ruas estritas. Acabamos encontrando um português vizinho que estava com uma van em frente minha casa, e pedimos para ele nos dar a vaga. Depois de 1 hora de bate papo sobre o Brasil, a vida dele na França e portugal, conseguimos convencê-lo a nos ceder a vaga.


No dia seguinte terminamos de fazer a mudança casa trailer, que nao demorou muito já que a Air France ainda estava com 3 das nossas malas. Nossa primeira destinação era Chambery, uma cidade pequena próximo aos alpes franceses e da cidade de Grenoble. A viagem elvou umas 6 horas, e fomos pego de surpresa pelo pedágio,q ue é carríssim na França. Fomos lá para fazer skii já que estava mais barato que na Itália e na Suiça. Chegamos já a noite, e por sorte encontramos um espaço público para campers, aonde pudemos estacionar, encher o compartimento de àgua e jogar fora a "sujeira", tudo na faixa. No dia seguinte passamos meio dia eskiando, em La Feclaz, que segundo o centro turístico local teria as pistas mais fáceis. Eu e minha irmã eram os únicos que se arriscaram nas pistas, e a primeira descida foi péssima. Acho que levei uns 10 tombos. A menor pista era gigante, e basicamente minha estratégia era se jogor no chão toda vez que eu pegava muita velocidade. Minha irmã, que nunca tinha eskiado, sofreu ainda mais. Ela caia, dava rês voltas de 360° no chão, e depois batia a cabeça no chão. Os skiis sairam várias vezes....


Depois disso, ela não quis mais descer a montanha, e foi tomar sopa no camper. Eu decidi tentar mais uma vez. Fui na loja e troquei de skiis. Me deram um bem menor. Na segunda tentativa eu  parecia outra pressoa skiando. Nao sei se foi os novos skiis ou eu que de uma hora pra outra aprendi. Cai uma única vez. Desci mais 3 vezes, e até arrisquei uma psita um pouco mais avançada. O pior é que nem tinhamos roupa pra skiar, pois elas estavam nas malas perdidas pela Air France.


No fim do dia partimos para Marseille, a segunda maior cidade da França, parte da Côte d'Azur, ou Riviera Francesa. Chegamos a noite, e encontramos um grande estacionamento público para estacionar, bem em frente a praia. Isso era dia 25, e resolvemos sair para tirar umas fotos de Natal. No dia seguinte fomo conhecer a cidade, a regidão do porto velho,  e a catedral de Marseille (Notre Dame de Marseille). Depois do almoço fomos ver os calanques, formações rochosas na costa. Tudo muito bonito. Esse cara do Marrocos acabou saindo na foto também.


A noite partimos para Monaco, 2.5 horas, e 40 euros, de Marseille. Basicamente, Monaco é um lugar aonde tem muita gente rica. No porto, centenas de yachts gigantes, alguns que probavelmente custavam dezenas de milhões de dólares. A cidade também tem alguns Cassinos, com ferraris, porches e BMW estacionasdos na porta. Fomos ver o mercado de natal, que era pequeno, e em seguida fomos para o Cassino! Enquanto minha mãe jogava eu aproveitava das bebidas grátis. No terceiro copo a garçonette disse que só poderia servir que estava jogando...



Não gosto de generalizar, mais fiquei com a impressão de que o povo de monaco se acha um pouco. Estacionamos o trailer no porto, próximo a outro. Na volta, chegou um carro de polícia, e sairam bem agitados, falando que lá não era a França ou a Itália, e que em Monaco não pode ter Trailer. Deixamos a cidade, e enocntramos um posto com área para camper na estrada. No dia seguinte partimos cedo para Pisa, na Itália! Chegamos por lá depois do almoço, e fizemos uma parada rápida para ver a Torre, e depois comemos pizza num restaurante típico italiano. É claro que a pizza do Brasil é mil vezes melhor que a Italiana! Sem dúvidas! A tarde pegamos a estrada mais uma vez, agora em direção à Roma. Paramos em um posto no meio da estrada. A infra strutura da Itália para campers é muito boa, e encontramos muitos, mesmo sendo inverno.



Passamos 3 dias em Roma, o que foi o sufficiente para ver as principais atrações turísticas, e conhecer a maioria dos supermercados da cidade! haha Por sorte encontramos dois lugares bem localizados para estacionar o trailer, a partir da onde pudemos pegar o metro, ou andar até os pontos que visitamos. Roma é bem diferente de Paris, menos desenvolvida e mais pobre. O metro de Roma é quase igual ao de São Paulo em termos de linhas e estações. O sistema de Paris é um dos maiores do mundo, com 385 paradas. São paulo, com o dobro da população possui 55 estações de metro. Outro detalhe que logo notei foi a quantidade de smart, aquele carro bem pequeno.Ele é o maior sucesso em Roma diria que de cada 5 carros que vimos, um deles era um smart. O engraçado é que eles podem estacionar tanto paralelo como perpendicular à calçada, pois o carro é quase um quadrado. 


Quanto a à vida do trailer, um terço da viagem já se passou, e até que nos adaptamos bem. Alguns probleminhas, como não soubemos ligar o aquecedor, nem a geladeira. Mas sem o aquecedor, a geladeira acabou se tornando desnecessária. Estavamos em pleno inverno europeu, e isso foi dificíl. Sempre estavamos bem agasalhados. Cozinhamos bastante no trailer, geralmente macarrão, sopa e lanches. E claro muitas bolachas, biscoitos, balas etc... Acabamos conhecendo bastante supermercados! O compartimento de água do trailer tinha uma capacidade máxima de 150 litros, então a cada dois dias precisavamos enchê-lo, e claro, despeja a água suja. Isso nem sempre foi fácil, mas não foi um ponto negativo da viagem. haha Claro que se estivesse calor teriamos aproveitado mais. Além da água suja também tinha o depósito de privada que tinha que ser esvaziado rotineiramente. Sobre isso não tenho comentários... haha 

Para quem associa uma viagem pela Europa com luxo, glamour e , este não foi o nosso caso. A nossa viagem foi uma aventura, divertida e diferente; foi rough style!


O fato de Roma ser menos glamurosa que Paris não faz a cidade perder sua beleza. As cidades são apenas diferentes. O que mais chamou minha atençao foi a grandeza dos monumentos. Como se a estratégia fosse impressionar as pessoas pelo tamanho. A Piazza Veneza é enorme, o Colosseu, e o Férum romano também foram construídos de maneira grandiosa.





Também visitamos o vaticano, com a praça são pedro e os túmulos papais. Não achei grande coisa, é  um espaço gigante, mas meio triste. Também visitamos a piazza españa, e vimos um concerto grátis, com balet natalino e até ópera italiana. Parece que era o prefeito de Roma que estava cantando. O local estava lotado. Por acaso encontrei duas meninas da Dauphine nesse dia. E claro vímos várias outras igrejas, super luxuosas, exageradamente.  No dia 29 anoite saímos de Roma, e dormimos em um posto com site de camper na estrada mais uma vez. 


Chegamos no próximo destino, Firenze, ou Florença em portugues, no dia 30 de manhã. Foi em Firenze que nasceu Michelangelo, Donatello e Dante Alighieri. Logo que chegamos fomos para a piazza Michelangelo, no topo de uma colina, de onde se tem uma ótima vista da cidade, e bastante espaçopar estacionar. Esqueci de mencionar, mas eu comprei dois guias usados da Itália em uma livraria usada de Paris. É isso que usamos para nos guiar, e um GPS que compramos na FNAC claro. Firenze é incrível! Completamente diferente de Pisa, Roma e claro, Veneza. Depois da piazza Michelangelo descemos para ver o centro antigo da cidade, a Ponte Vecchio (ponte velha em  italiano), com suas lojas de ouro, e o Duomo de Firenze, que foi construido para ser o maior do mundo. ALiás, ele mede 2 metros de largura a mais que o duomo da Catedral de são Pedro, no Vaticano.


Lá pelas 7 da noite partimos para Veneza. Dormimos novamente em um site de camper na estrada, aproveitando a infra-estrutura de água. Dia 31 partimos cedinho para o centro da cidade de Mestre, a 5 minutos de trem de Veneza, aonde passariamos a virada de ano.  Veneza é uma cidade costeira do Mar Adriático, ela é composta 118 ilhotas, cortadas por 177 canais. Carros não podem circular na cidade, e o meio de transporte público é o Vaporetto, um barco. Claro que como tudo em Veneza, carrísimo. Um único bilhete simples custa 6 euros, e o passe pro dia sai 18 euros. (1 Euros = + ou - 2.7 reais). Imagino que deve ter algum outro eschema para as pessoas que moram lá. Esse deve ser o bilhete para turistas. Pra fugir do abuso, resolvemos andar pelas ruas. O que foi uma ótima idéia, pq realmente conhecemos a cidade. Nada melhor do que se perder no meio dos canais e das ilhotas! 


Quando saimos de Mestre já era 13:00, e estavamos preocupados com a Aque Alte, o que quer dizer enchente em Italiano. Sim, a cidade sofre e muito com enchentes, principalmente nesse período do ano. Na ida encontramos dois alemãos que estavam procurando botas, pois tinha quando chegaram na cidade tiveram que voltar, a àgua estava muito cheia. Quando chegamos não tivemos problemas, a água já tinha baixada. As enchentes geralmente duram apenas algumas horas. Mas no centro de informações turísticas avisaram que anoite, la pelas 11, a água voltaria. Ela recomendou que comrpassemos botas. Claro que os comerciantes locais aproveitam da situação. Encontramos botas de plástico, que no Brasil não custaria mais de 10 reais por 40 Euros! Viva a lei da oferta e da demanda!



Não querendo gastar 200 euros em botas de plático resolvemos arriscar. Passamos o dia explorando os canais, e lá pelas10 fomos para a Piazza San Marco, aonde aconteceria o show da virada. Dança, música, fogos, e muita água... hahaha Metade das pessoas tinham botas, a outra metade se virou. Por sorte uma parte da praça era mais alta, aonde os sem botas puderam se abrigar. 10 9 8 7 6 5 4 3... 2... 1... (Na foto Ponte Rialto a maior e mais antiga de Veneza, construida em 1181 pela primeira vez).


Happy New Year! De repente estamos em 2010!


A volta para Mestre de noite foi um pouco caótica. Primeiro por que as ruas estavam cheias de água. A prefeitura instalou umas plataformas de madeira acima da água, mais isso apenas amenizou a situção. O segundo, e mais complicado problema, é que todos estavam perdidos. De dia vc pergunt para os comerciantes o caminho, mas de madrugada estava tudo fechado. Não sei como conseguimos nos perder. Conhecemos duas meninas americanas em intercâmbio na Espanhã, por sorte elas tinha um mapa. Depois descobri que estariamos em Amsterdam na mesma semana e trocamos e-mail para nos encontrarmos denovo. Finalmente chegamos an estação de trem, e voltamos para nossa casa móvel em Mestre!


No dia seguinte partimos para a Suiça, na direção de Lugano, mas no caminho passamos por Verona, acidade de Romeu e julieta (sim eles existiram de verdade). Como era dia 1°, feriado, tudo estava fechado, então não conseguimos vistar muito. Depois de uma horinha na cidade voltamos para a estrada, com destino à Lugano, aonde chegamos mais tarde. Lugano faz parte da Suiça Italiana, e é uma cidade no sul do país, com lagos e montanhas. Logo se percebe que você está em um país realmente desenvolvido! Aparentemente a Suiça não tem "pobreza", como na França e na Itália, que já são países bem desenvolvidos se comparados ao Brasil. 


Em Lugano não há muito o que fazer, a não ser apreciar a vista do lago e das montanhas, e o frio da Suiça claro! A noite fomos para o cassino da cidade, e no dia sgeuinte tiramos algumas fotos no Lago e partimos para Lucerne, a próxima cidade! Penseva que Lucerne era na parte francesa, mais quando chegamos logo descobrimos que estavams na Suiça alemã. haha Surprise! Não entendiamos nada, e para a minha surpresa, boa parte das pessoas nao tinha um inglês muito bom. Pela estrada atravessamos boa parte dos alpes suiços, e a vista era fantástica. Passamos por um túnel gigante, de 15km. Acho que ficamos quase meia hora lá dentro.


Lucerne também tem montanhas e um lago, mas ao contrário de Lugano nao é uma cidade moderna. Tem mais a cara de um típico vilarejo suiço, principalmente por causa de uma ponte de madeira bem antiga que atravessa o lago bem no centro da cidade. Estava muito frio na Suiça! Aproveitamos a vista da cidade, e das montanhas, e por sorte estava sol. Mas, sol não é sinônimo de calor. tudo é bem caro na Suiça, a pesar da moeda deles, o franco suiço, ser menos valorizado que o Euro.




Passamos a noite em Lucerne, e no dia seguinte, depois do almoço, partimos para Paris. 6 horas de distância, segundo o google maps, na prática acho que levamos umas 8. Por algum motivo o GPS, resolveu levar a gente pela estrada nacional, e não a autoestrada. A nacional tem uma única pista, e não é tão bem conservada como a autoestrada pedagiada. Além de passar pelo meio de várias cidades pequenas, o que também atrapalha o fluxo. Eu planejei a rota pelo google maps, mas o problema é que o site não considera o fato de vc estar dirigindo um trailer, que é mais devagar claro, e o tempo gasto quando você se perde. Então os tempos de viagem acabaram sempre sendo maiores do que o esperado. 99% do tempo meu pai dirigia, sempre com alguem do lado para fazer comapania. Na Itália compramos um CD da Laura Pausini, e este foi o único que escutamos durante toda a viage, Foi legal dirigir pelo interior da Itália ouvindo Laura Pausini, mais quando chegamos na Suiça já não aguentavamos mais ouví-la. 



O outro 1% do tempo foi eu que dirigi o trailer, o que foi bem divertido, mas cansativo. A única diferença entre um carro normal é o tamanho, o que aumenta e muito o efeito do vento. Parece louco, mas o vento realmente batia ocm força, e chegava a mover o carro alguns centimetros. Meia noite chegamos em Paris, e decidimos deixar a mudança pro dia seguinte. Estavamos todos muito cansados. Mais uma vez, perdemos um tempinho tentando achar uma vaga, mais finalmente encontramos.

E essa foi nossa viagem!

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